Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

A primeira cadeira de rodas adaptada para meu filho

Durante todos estes anos, temos notado a dificuldade que os pais tem em fazer a aquisição da primeira cadeira de rodas, mais especificamente a compra da primeira cadeira adaptada, muitas mães simplesmente não aceitam o fato de que seu filho ou filha necessita de um produto diretamente ligado à saúde, a hospital e etc, inumeras vezes fomos questionados pelas mães se havia alguma forma de adaptar o carrinho de Bebe que seu filho(a) usava a anos, o curioso de tudo é que não se importavam com quanto isso iria custar e nem com a qualidade dos acessórios e serviço em si, o que queriam era simplesmente continuar utilizando um tipo de transporte com visual que chamasse menos a atenção e que outras pessoas não notassem. O grande problema é que estes carrinhos para bebes possuem muitas limitações não somente estruturais que vem a comprometer a postura do infanti especial, mas também são unicamente direcionados para crianças bem pequenas, já chegamos a ver pessoas com crianças com mais de 5 anos em carrinhos, favorecendo o avanço da escoliose, comprometendo a deglutição e etc.

O fato é que os pais no geral são muito mal assessorados, a MAIORIA das terapeutas ( não todas) que atuam no mercado não tem preparo para efetuar uma prescrição correta de cadeira postural ou adaptações e coleta de medidas, para completar falta no mercado empresas que forneçam produtos que funcionem ou que prestem um bom serviço, em todo Brasil dá para contar nos dedos de uma mão só (e ainda sobrarão dedos) as empresas que estão realmente fazendo a diferença no setor, desenvolvendo tecnologia, trazendo projetos do exterior e gastando muito em pesquisa. Infelizmente no Brasil ainda existe a cultura de que somente centros de renome possuem profissionais capacitados e que toda tecnologia e conhecimento de ponta só se encontra nesses centros hospitalares, ONGs e associações de apoio ao deficiente, isso leva muitas vezes os pais a terem uma experiência ruim no primeiro contato, prescrição e aquisição da primeira cadeira de rodas adaptada, já vimos de tudo desde cadeiras inadequadas para o diagnóstico à modificações que comprometiam ainda mais a condição do usuário infanto juvenil, como estes institutos são referência, fica complicado terceiros questionarem a respeito da real capacidade dos profissionais que lá trabalham e a respeito do que é produzido dentro desses centros, mas questionam bastante quando terceiros prestam um atendimento o qual eles acham que esta fora dos padrões que eles tentam impor, mesmo que a tecnologia empregada seja superior à que eles tem acesso dentro destes centros.

Claro que o intuito não é atacar centros e instituições, mas é importante saber que agora não são somente eles que detem as altas tecnologias e os melhores profissionais no setor como outrora, hoje infelizmente muitas vezes se encontra tecnologias e profissionais muito melhores no setor privado, digo infelizmente, por que no setor privado as coisas não são gratuitas, estas empresas não possuem as isenções fiscais, facilidades e demais benevolencias que o governo concede a assossiações e instituições, no Brasil desenvolver tecnologia, se manter atualizado no mercado, custa muito caro e por isso vemos o setor repleto de profissionais desatualizados ou com um ótimo conteúdo " teórico" porém sem condição de por em prática o que sabe por não ter acesso à tecnologias e produtos desenvolvidos com conceitos mais atualizados, isso para um pai e uma mãe que procura algo para seu filho que nunca precisou comprar antes é um fator complicante.

O que os pais devem procurar?

Esta é uma pergunta dificil de se responder, pois é necessário levar em conta idade, diagnóstico, comprometimento do futuro usuário do produto e o que os pais esperam no quesito durabilidade, qualidade e estética, este último itém nunca foi levado muito em conta, mas é importante para os pais de primeira viagem, pois ninguém quer expor o filho(a), fazer da criança o centro das atenções, muitos pais se sentem incomodados em locais de grande circulação como shoppings e supermercados, sempre foi dificil no Brasil encontrar produtos que oferecessem boa funcionalidade, qualidade, preço e estética, geralmente encontramos estes produtos somente em catalogos internacionais, mas com as taxas de importação cotados em moeda estrangeira, os valores desses produtos chegam às alturas.

Tudo começa com uma boa avaliação da criança e posteriormente uma prescrição do que o infanti necessita, uma profissional capacitada tem plena condição de " tirar as medidas" antropométricas e apartir dessas informações poder configurar o produto e caso seja necessário, fazer os ajustes finos para finalizar a adequação postural.
Cabe aos pais buscar orientação e aos profissionais da área assessorá-los, a adequação postural é muito importante, não somente para evitar a má postura que por consequência pode trazer com o tempo deformidades, mas uma boa postura também auxilia numa boa alimentação, melhora da parte respiratória e inclusão, por fim, uma boa postura é base para demais coisas ligada à saúde.





Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

cadeira de rodas adaptada; adequação postural

Esta acontecendo no Brasil uma verdadeira revolução na industria de produtos para adequação postural de cadeirantes, para isso ocorrer, foi necessário um investimento pesado de forma direcionada, hoje estamos desenvolvendo realmente tecnologia de ponta no setor e não mais vivendo de conceitos ultrapassados de 20 a 15 anos atrás, fazendo gambiarras e tentando tornar uma cadeira de rodas inadequada em algo mais ou menos funcional, finalmente podemos oferecer algo que funcione e que realmente foi criado para atender ao seu público de pronto.


Para trabalhar com adequação postural é de extrema importância o acesso a novas tecnologias, uma cadeira de rodas hospitalar difere muito de uma cadeira postural que tem como usuário no geral crianças com paralisia cerebral, amiotrofia e outros diagnósticos que apontem a necessidade de uso de uma cadeira de rodas não somente com o intuito de locomoção, mas também de postura sentado.

Terça-feira, 22 de Março de 2011

Cadeira adaptada e adaptações para cadeira de rodas

Toda cadeira de rodas direcionada a usuários que possuem algum tipo a mais de limitação além de não poder andar, necessita de ajustes especiais, principalmente quando a pessoa não apresenta um bom controle cervical . Ao comprar uma cadeira nova os pais se deparam com a necessidade de "adaptar" o produto para que este atenda às necessidades da criança no quesito postural. Existem hoje no mercado inumeras empresas e terapeutras independentes fazendo "adaptações" convencionais para cadeira de rodas, improvisando, usando materiais não adequados baseados em técnicas de 20 anos atrás ou mais, o problema é que no geral cobram caro por este serviço e muitas vezes o produto confeccionado não atende como deveria o caso. Há também casos de excelêntes profissionais na área não obterem exito no posicionamento sobre cadeira de rodas não por falta de capacidade, mas por não ter em mãos um produto eficaz, com limitações que atrapalham e dificultam o trabalho gerando um resultado final ruim.


Vou mostrar o que são Adaptações convencionais para cadeira de rodas, abaixo as imagens.

Acima apoio de cabeça convencional


Acima Encosto convencional com apoios laterais de tronco ( sem regulagem)



Cadeira adaptada de forma convenciona, com rebaixo de encosto



__________________________________________________________________



O que há de novo atualmente


Nessa parte mostrarei o que há de novo no mercado, cadeiras posturais e acessórios industrializados, há profissionais que dizem que os produtos industrializados não oferecem flexibilidade, isso não é verdade, pois hoje existem produtos especificos para cada diagnóstico diferente do que ocorria a 20 e poucos anos atrás, época que as adaptações apareceram, um dos grandes problemas do setor além das gambiarras adaptadas são os profissionais desatualizados, custa caro estar antenado no segmento, é necessário buscar informação e tecnologia fora do pais, investir em maquinário pesado e caro e isso limita mais de 95% do pessoal que trabalha com adequação postural no Brasil.




Abaixo alguns de nossos produtos
Apoio de cabeça com tripla regulagem ( hoje temos até com movimentos rotulares)






Acima duas espumas de encosto com diferentes tamanhos e alta densidade e memória, bem diferentes das espumas convencionais d
e tapeceiro com densidade de D28 ou D30, podemos atender de bebes à adultos




Abaixo cadeira postural ( cadeira adaptada de fábrica) com suporte para dieta e base para respirador na parte de traz da cadeira. ( uma das inúmeras configurações levando em conta o diagnóstico do usuário)


Como mostrado há uma diferença enorme de qualidade entre a linha convencional e a industrializada, instituições como AACD e REDE SARAH por exemplo, confeccionam adaptações convencionais para cadeira de rodas e cobram muito bem por isso, não há como entender porque algo feito " nas coxas" custa quase como um produto realmente projetado e concebido para atender um público especifico, algo industrializado com um proposito fixo desdo começo e não um catadão de materiais mais disponiveis no marceneiro, tapeceiro e etc.

Dia-a-dia somos procurados por pais e instituições no geral ex clientes de empresas que lhes venderam cadeiras e adaptações convencionais, buscam solução, pois o convencional não atende às necessidades na maioria dos casos, no geral querem que nossa equipe mexa no que eles já tem, mas de pronto dizemos que não há como mexer e consertar algo que começou errado desde o inicio, desfazer enganos de terceiros, corrigir erros alheios e ajudar gente ruim a se manter no mercado não é nossa meta, o final dessas adaptações convencionais é sempre o mesmo, o material é encostado e abandonado e tudo que foi gasto com ele se perde, em um pais onde o salário minimo é de R$ 540,00 jogar fora r$ 2.000,00 ou o dobro disso na compra de algo que não funciona é uma loucura, mas acontece e com grande frequência, todos os dias recebemos pessoas que passaram por essa decepção.


Se você é um pai interessado na compra de uma cadeira postural ou já possui algo que precise adaptar, cuidado, há no mercado coisas de baixa qualidade e profissionais despreparados, já recebemos casos de pessoas que compraram o que era melhor, mas o produto sozinho apesar de ter boa qualidade não é garantia de exito no quesito postura, é necessário que haja um profissional competente para fazer os ajustes, orientar os pais e fazer um acompanhamento, está muito dificil separar joio do trigo hoje em dia. Não faça " ADAPTAÇÕES" compre já o produto com a solução, hoje o que vemos são pessoas comprando uma cadeira comum com fechamento em "x" ou monobloco tipo Conforma ou star baby, jogando tudo que vem em cima da cadeira fora, pois não atende às necessidades do filho e mandando adaptarem encostos, assentos e contenções em cima desse chassi, ou seja gastam 2 vezes, uma na compra da cadeira para jogar metade do que veio fora e pagando carissimo para alguém fazer uma gambiarra em cima da estrutura, não seria melhor já comprar um produto só que funcione? Algo pré fabricado?


Pense


Terça-feira, 2 de Novembro de 2010

Inclusão escolar do deficiente cadeirante especial

Com o decreto de inclusão escolar em vigor a partir de 2010, o qual diz que todas as crianças deficientes devem frequentar a escola regular, muitos familiares de pessoas portadoras de necessidades especiais acharam que seus entes queridos seriam de imediato inclusos no sistema de ensino, pelo menos é isso que deveria acontecer. Com o passar do ano vimos que infelizmente o que rege o decreto não se concretizou, os problemas são diversos, faltam profissionais capacitados para lidar com alunos com Paralisia cerebral por exemplo, falta transporte adequado, faltam escolas com acessibilidade para cadeirantes e mobiliário especifico para que esta criança não fique jogada em um canto da sala, isolada dos demais alunos.

Conversando com uma coordenadora de ensino, ela nos relatou que não teria como adequar todas as escolas Municipais para que atendesse as crianças especiais como manda o decreto, não há verba, não há pessoal e muito menos um planejamento a respeito, eles simplesmente não sabem o que fazer ao certo. A idea já que não havia como adequar todas as escolas, é de se criar polos para atender a demanda, cada região que possuisse por exemplo 6 escolas, uma delas seria eleita para receber as melhorias estruturais e de pessoal para receber estes alunos especiais, infelizmente ainda vemos muito despreparo, não só do setor de ensino, mas também do moveleiro nacional.

Ao vermos este quadro caótico, parece muito pouco provável que as crianças possam frequentar o ambiente escolar, pois praticamente a coisa não saiu do papel, falta tudo. A saida encontrada por muitas diretoras de colégios e responsáveis, é de comprar equipamentos que atendam as necessidades de transporte, escolar e funcionalidade postural. Por muitos anos no Brasil foi extremamente complicado achar algo com todas estas funções, ainda hoje não se ve em cada esquina tais produtos, é necessário procurar e saber separar joio do trigo, pois como em todo mercado há os aventureiros que só querem vender, que anunciam com preços baixos e entregam por fim um " gato por lebre" e os verdadeiros profissionais, pessoas que realmente entendem do assunto, que possuem capacitação técnica e vivencia dentro do setor especifico.

Temos que ter em mente que uma criança em ambiente escolar terá de ficar muito tempo sentada, que cansará e devido a suas limitações, necessita de algo que funcione, que mantenha a melhor postura possivel, somente um bom produto em si não faz milhagres, é necessário também que o corpo docente saiba posicionar o cadeirante em seu sistema postural, já visitamos escolas que a criança estava sentada sobre um bom produto, mas estava muito mal posicionado por conta da desatenção e despreparo dos profissionais que ali trabalhavam, isso muitas vezes gera reclamações aos fornecedores, porém a culpa não é do fornecedor e sim de quem não sabe trabalhar com o produto que foi adquirido. Existem os fornecedores de produtos ruins e isso somado ao despreparo do corpo de profissionais gera até deformidades em seus usuários com o passar do tempo. Também existem o casos de bons profissionais terem de lidar com produtos ruins, mas são raros estes casos, no geral os profissionais não possuem a capacitação necessária e os produtos são ruins.

A pergunta é, o que devemos fazer para melhorar este quadro?

A palavra chave é Capacitação, das terapeutas e do corpo docente , não somente no quesito pedagogico, mas também posicionamento é de suma importância para melhorarmos a inclusão, em muitas escolas vemos salas com estes alunos especiais, todos olhando para as paredes, sem estimulo algum e duas professoras conversando alegremente sem dar atenção a quem deveria, tratando a sala como um simples depósito de gente sem capacidade cognitiva alguma. Esta forma de agir é estimulada pelo despreparo, pela falta de compromisso para com a profissão ligada a educação que não é somente alfabetizar, mas também estimular de alguma forma estas pessoas que ali passam horas sentadas.


Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010

Casos graves, escoliose e gibosidade ( cifoescoliose)




É muito comum crianças com Paralisia Cerebral apresentarem algum tipo de desvio de coluna chamado tecnicamente de escoliose (vamos usar termos bem simples, pois esse conteúdo é direcionado aos pais e familiares) em casos mais avançados, no geral este problema também apresenta gibosidade que é um tipo de corcova, um calongo avantajado o qual impede que a
pessoa sente e encoste perfeitamente no encosto devido a protuberância, se nada for feito para corrigir a postura a tendência que o desvio continue avançando é uma certeza. A correção desse mal é somente cirurgica, mas podemos fazer muita coisa para que o quadro não evolua a ponto de comprometer a parte respiratória. Vejam a imagem à esquerda de um caso tipico de escoliose.



Nos casos graves que invariavelmente apresentam cifoescoliose e alguma deformidade também no quadril, o grande risco da evolução do problema é o comprometimento de alguns orgãos importantes principalmente da parte respiratória, é muito importante que terapeutas orientem os pais, que alertem sem pudor os familiares e cuidadores, pois quando o caso se agrava não há o que fazer para retroceder a não ser uma cirurgia, antes do caso chegar a ponto de comprometer os orgãos há muita coisa que pode ser feita, o grande problema é encontrar um corpo de profissionais que realmente saiba o que esta fazendo, que entenda realmente como gerar melhora postural, infelizmente o mundo é repleto de aventureiros e para estes casos mais sérios não basta ter somente tecnólogia, é necessário entender, ter vivenciado diversas práticas e solucionado muitos casos para ter a condição plena de poder ajudar e fazer parte da melhora da qualidade de vida da pessoa.

Existem métodos e tecnologias diversas para fazer a adequação postural de casos mais dificeis, vamos começar por um dos mais caros atualmente que é a usinagem chamado de digitalizado.
No método da usinagem digitalizada são utilizados equipamentos carissimos, pois é necessário fazer uma coleta de dados digital correta e posteriormente passar estes dados a uma máquina de usinagem que entenda estes dados chamada de CNC, a coleta de dados pode ser feita por scanneamento 3d ou via Stream, que é um sistema de sensores os quais detectam onde há maior pressão que posteriormente serão entendidos como locais de maior aprofundamento na espuma pelas ferramentas de usinagem, existe também o sistema de coleta de dados por sondas em linhamento.

O grande problema da digitalização de espumas para encosto é a coleta de dados, tudo começa com estas informações e caso estejam incorretas a usinagem também será incorreta e o resultado final não atenderá ao paciente, é muito comum ter de refazer todo o trabalho, pois estamos lidando com gente e muitas vezes o paciente não esta em um bom dia, foi medicado e esta letargico ou não recebeu medicação porque algum familiar não concorda por diversos motivos que só cabe a ele responder. A necessidade de provas ( experimentar o produto previamente) é um incomodo que faz parte do pacote e sem a garantia que com todo este esforço o produto final ficará 100% bom.
Fora do Brasil o sistema digitalizado é muito criticado quando apontado a pessoas de idade evolutiva ou seja crianças, pois estas crescem e fazer algo personalizado sem possibilidade de mudanças posteriores é o motivo das criticas, pois um encosto ou assento digitalizado custa caro e não oferecem a possibilidade de ajustes e mudanças posteriores conforme a criança se desenvolve ou muda, cresceu o usuário, é necessário jogar fora o antigo, começar o processo todo novamente e com certeza pagar por tudo de novo. Segundo especialistas estrangeiros casos mais severos devem ser revistos de 4 em 4 meses ou no minimo de 6 em 6 meses.

Outros métodos

Vácuo: Utilizado em casos severos para acomodação das deformidades, muito eficiente e bem mais rápido que o processo digitalizado, é um método de alta tecnologia quimica e mecânica, todo processo leva perto de 1 hora para sua finalização, possui preço semelhante a digitalização e não aceita modificações posteriores.

Moldes: O principio é de se moldar a deformidade com gesso ou algum tipo de midia que aceite conformação momentânea tirando um negativo de um lado e por consequência um positivo do lado contrário o qual servirá de modelo, alguns metodos de digitalização também usam um sistema de molde feito atravez dos dados colhidos. Existe também o sistema quimico espumado, onde são usados polimeros que reagem e formam a massa espumada com o paciente sentado sobre um saco com o produto.

Cintas: Consiste em um encosto formado por cintos ou correias na horizontal do encosto onde cada um deles receberá uma pressão de aperto de acordo com as deformidades que estão em contato nos pontos especificos, pode ser alterado posteriormente soltando as correias, apresenta no geral bons resultados.
.

Sistemas manuais: Seguramente os mais utilizados devido ao baixo custo material, porém exige grande experiência para se obter a boa postura, há excelêntes trabalhos feitos com este método quanto mais grave o caso maior terá de ser a habilidade dos profissionais em se trabalhar materiais espumados para alcançar a fidelidade anatômica necessária.

Sistemas Mistos: Nesse caso são utilizados mais de um dos métodos acima citados para atingir uma qualidade satisfatória ao posicionamento, exige bastante do corpo de profissionais, mas se este possuir uma boa capacitação pode alcançar um excelênte nivel de satisfação postural, com mudanças posteriores perfeitamente possiveis.

texto Adaptte Ortrus Tecnologia de Reabilitação



Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

PREÇOS E VALORES DAS ADAPTAÇÕES PARA CADEIRA DE RODAS

Conforme a indústria do segmento avança em tecnologia assistiva, aumenta-se também o valor dos produtos de uma maneira geral, esta afirmação parece óbvia, porém é ambigua , muitos podem achar que quando dizemos " valor" se trata do preço, de quanto se pagará por tal produto, mas quando dizemos valor em nossa empresa, nos referimos a quanto este equipamento trará de beneficios ao usuário.

Hoje temos no mercado nacional, mais especificamente em medicina assistiva focada em adequação postural sobre cadeira de rodas, instituições de renome internacional e um grande número de terapeutas trabalhando com produtos muitas vezes confeccionados de forma artesanal, quase sempre de alto preço, porém de baixo valor agregado, o contrário também pode acontecer em rarissimas exceções, é muito dificil encontrar profissionais que realmente saibam agregar um grau de valor a equipamentos de baixa qualidade confeccionados de forma artesanal com madeira, espuma comum colada e uma capa de tecido automotivo, o mesmo acontece com produtos industrializados, já visitamos pessoas que possuiam um excelente produto, porém estavam muito mal sentados, mal posicionados, agravando deformidades, gerando descontentamento no quesito postural.

Há no mercado uma cultura do " te dou isso se eu obtiver uma vantagem maior que a cedida" cito como exemplo Instituições que doam cadeiras de rodas a usuários com paralisia cerebral, no geral doam cadeiras de baixo VALOR e PREÇO, nada adequadas a estes usuários, cadeiras de auto propulsão ( com rodas traseiras grandes) e chassi com fechamento em "X", sem possibilidade de inclinação de encosto ou possibilidade de mudar o tilt de maneira eficaz.
Para que serve uma roda com aro de autopropulsão se o usuário não possui a minima condição motora de impulsionar por si só a cadeira? deve ser para enroscar melhor nas portas e vãos, riscar as paredes de corredores residênciais e gerar lesões aos usuários ao colocar as mãos por acidente nos raios das rodas ou cortá-las nos protetores de raios que são no geral feitos de um plástico bem fino que ao trincar se transformam em uma verdadeira lâmina.

Como se não bastasse o presente de grego, o corpo de profissionais da instituição indica uma adaptação sobre esta cadeira para que ela passe a atender as necessidades posturais do usuário e isso quase sempre não é gratuito. Para recapitular, te doaram uma cadeira inadequada e posteriormente lhe cobram para fazer as alterações necessárias, isso não é doação e sim VENDA CASADA. Por que não doaram uma cadeira já pronta, algo que funcionasse sem necessidade de se gastar? Opção no mercado existe.

Durante o ano recebemos muitas ligações de empresários, empresas e ONGs interessadas em fazer doações de cadeiras de rodas a crianças necessitadas, no geral casos gravissimos, que exigem além de um produto que funcione, mão de obra especializada para fazer os ajustes finos, com real interesse de compra perguntam sobre os preços e invariavelmente após receber esta informação dizem que como se trata de uma doação gostariam de dar algo mais barato, é interessante ver que muitos empresários, gerentes e adminstradores não entendem que um menor preço está muitas vezes ligado diretamente a menor valor agregado, que este equipamento mais barato não atenderá o contemplado pela doação e essa cadeira será encostada, em pouquissimo tempo estará em um canto da casa pegando poeira, e a boa ação se transformará em uma perda de dinheiro para quem doou e uma perda de oportunidade de melhora de qualidade de vida para quem recebeu a doação.

Ainda hoje recebemos pedidos de orçamentos para que este seja conflitado com orçamentos de terceiros, a tipica busca pelo menor preço que no geral se transformam em aquisições desastrosas por conta até de centavos, compram produtos de durabilidade de 1 ano que custam 50% menos achando que estão fazendo um excelente negocio, deixando de lado os produtos que custam mais porém possuem durabilidade de 5 anos, terão de renovar 5 vezes o lote do produto mais barato para obter o mesmo tempo de beneficio do produto de durabilidade de 5 anos que no orçado era um pouco mais caro, qual a vantagem nessa economia? Por que ainda empresas e até mesmo orgãos públicos exigem 3 orçamentos? Deve ser para ter mais trabalho e ainda por cima no final fazer um péssimo negócio, ver somente o valor final e não o descritivo do que realmente esta sendo orçado, isso é extremamente anti produtivo e inviável economicamente, joga-se muito dinheiro fora anualmente agindo com esse pensamento ultrapassado dos 3 orçamentos contemplando o de menor sifra sem mais nenhum julgamento.

Nesse meio cada caso é um caso, dificilmente um produto industrializado funcionará perfeitamente para todos usuários sem algum tipo de ajuste, o grande problema é que muitos produtos possuem pouca flexibilidade de ajustes e isso compromete o resultado final na adequação postural, há também os produtos top de linha que possuem preços mais altos, porém muito mais valor agregado e realmente funcionarem. Existem casos que mesmo com os melhores produtos, não se atinge um resultado satisfatório por impericia do corpo de profissionais que estão atendendo o caso, já ocorreu de uma terapeuta pegar um produto de alta qualidade e pedir para que fossem substituidas partes por materiais inferiores em qualidade e beneficios por conta de sua falta de atualização profissional e conhecimento limitado em novas tecnologias.

A falta de conhecimento e atualizações periódicas
válidas, podem diminuir o valor agregado de um equipamento caro e de alta performance, no pais existem alguns congressos e simpósios anuais nos quais sempre mostram as mesmas imagens e falam sobre as mesmas coisas, sobre tecnologias de mais com de 10 anos, parece que estão em um outro mundo e com o agravante de se acharem que estão na vanguarda do conhecimento tecnológico do setor até hoje, não acompanham as industrias, seus novos projetos, novas pesquisas e tentências do segmento, infelizmente quem perde com isso é o usuário e suas familias.

Texto de Alex De Barros
diretor da Ortrus Tecnologia de Reabilitação e Sistemas Posturais

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

O que há de novo no segmento Seating?

Conforme a tecnologia avança ocorrem mudanças em todos os segmentos, hoje é bem comum que estas novas versões sejam atualizadas com maior velocidade devido a globalização. Na linha de adequação postural em 2008, ocorreram diversas atualizações e entrada de novos materiais no mercado nacional, material importado e de alta qualidade, o grande problema é que os produtos importados sofrem tributações pesadas e quem sempre paga a conta é o consumidor final infelizmente.

Outro ponto sobre os importados gira sobre garantias e reposições de peças, já ocorreu de um cliente perder partes de seu produto, solicitar peças de reposição para comprar e esse material não estar disponivel no Brasil, manter um estoque de peças importadas custa caro as empresas, pois é dinheiro parado sem garantia de retorno, no geral esse material acaba sendo pouco solicitado e com o passar do tempo se tornam defasados devido ao lançamento de novos modelos no mercado. Com a globalização temos acesso a muitos produtos de diversas qualidades, valores e preços, desnecessário dizer que os produtos chineses são os mais baratos e de qualidade questionável, infelizmente há pessoas que consomem estes produtos indignos de credito e isso alimenta o mal, não encontrariamos produtos vagabundos se ninguem os comprasse, pois ao comprar algo que não presta fomentamos mais importações desses materiais de baixa, enquanto estiver vendendo sempre haverá empresas interessadas em oferecer exatamente isso, não pensarão em melhorar a qualidade porque o negocio esta indo de vento em polpa como esta.

Hoje existem produtos de alta tecnologia principalmente nos Estados Unidos e Europa, sistemas posturais que realmente funcionam, com boa estética, maior durabilidade e etc, o grande problema são os preços, estes produtos de alta custam caro mesmo em seus paises de origem, agora some tributos de importação e demais agregados, o que custa 500 dolares chega aqui ao cliente final a R$ 1.300,00 tranquilamente.
Felizmente ao ver este quadro um grupo de profissionais e empresas juntamente com a industria nacional, resolveram achar uma solução que garantisse uma alta qualidade, funcionalidade e flexibilidade para mudanças de projetos assim que fossem descobertas possibilidades de melhorias.

Outro fator importante se refere a preço, não há como oferecer produtos top de linha a preço de produtos de baixa qualidade chineses, pois os produtos chineses são baratos exatamente por não ter qualidade, custarem menos para serem produzidos não só na mão de obra, mas em matéria prima também. O objetivo era gerar a qualidade de produtos Americanos e europeus, mas sem chegar aos preços destes produtos, ou seja, tinhamos de desenvolver um metodo de atingir a qualidade e valor agregado a um preço satisfatório, 2010 marcou por esta vitória e 2011 será o ano onde não haverá mais diferenças em muitos aspectos no quesito qualidade de produtos direcionados a adequação postural, o bordão " saúde não tem preço" era o único consolo para que se pagasse carissimo por produtos bons, hoje o bordão ainda funciona, realmente " saúde não tem preço", mas agora as familias podem comprar!

Equipe Adaptte Ortrus de Tecnologia de Reabilitação no Brasil